domingo, 6 de maio de 2012

Só por hoje: agora



Sempre amanhã. Sempre daqui a alguns meses, algumas conquistas, alguns aprendizados. Sempre quando a tristeza passar, ou passarem os problemas ou a dor de algum acontecimento recente. Sempre quando não houver mais o que buscar – e sempre há. Lá na frente estão escondidas todas as felicidades e satisfações. O imperfeito só existe no presente. Como diria Renato Russo: ele não participa do passado. E em nossas mentes esperançosas e românticas, ele não participará do futuro também. Sempre criando empecilhos para viver o que precisa ser vivido, agora. Sempre pensando a longo-prazo, planejando, ansiando por. Por o que não temos, por algo que talvez nunca teremos, mas que se promete a resposta e a chave para a nossa felicidade. Eu não acredito em felicidade a longo-prazo, pelo menos não hoje. Pelo menos hoje, eu não acredito em esperar ou ter paciência. Tempo para esperar, terei quando for velha; paciência, quando não houver nada melhor para se fazer. Pelo menos hoje, eu acredito que tudo é agora. Eu procrastino, muito!, mas só o que é ruim, o que me faz bem eu quero o mais rápido possível. Imediatismo? Talvez. Eu quero o agora, o hoje. E, aos que vivem no amanhã: amanhã a gente se fala.

Nenhum comentário:

Postar um comentário