Sempre amanhã. Sempre daqui a alguns meses, algumas conquistas, alguns
aprendizados. Sempre quando a tristeza passar, ou passarem os problemas ou a
dor de algum acontecimento recente. Sempre quando não houver mais o que buscar –
e sempre há. Lá na frente estão escondidas todas as felicidades e satisfações.
O imperfeito só existe no presente. Como diria Renato Russo: ele não participa
do passado. E em nossas mentes esperançosas e românticas, ele não participará
do futuro também. Sempre criando empecilhos para viver o que precisa ser vivido,
agora. Sempre pensando a longo-prazo, planejando, ansiando por. Por o que não
temos, por algo que talvez nunca teremos, mas que se promete a resposta e a
chave para a nossa felicidade. Eu não acredito em felicidade a longo-prazo,
pelo menos não hoje. Pelo menos hoje, eu não acredito em esperar ou ter
paciência. Tempo para esperar, terei quando for velha; paciência,
quando não houver nada melhor para se fazer. Pelo menos hoje, eu acredito que
tudo é agora. Eu procrastino, muito!, mas só o que é ruim, o que me faz bem eu
quero o mais rápido possível. Imediatismo? Talvez. Eu quero o agora, o hoje. E,
aos que vivem no amanhã: amanhã a gente se fala.
Nenhum comentário:
Postar um comentário